sábado, 14 de abril de 2012

Formação dos Estados Nacionais

      Na Alta Idade Média, os senhores feudais e o clero detinham quase completamente o monopólio da riqueza e da força militar e aplicavam a justiça segundo sua vontade, sendo o rei não raramente uma figura sem grandes poderes na vida dos reinos. A partir do século XI, no entanto, esse quadro começa a mudar, em função das atividades comerciais e do desenvolvimento dos núcleos urbanos.
      A importância adquirida pela atividade comercial fez com que o critério de identificação de riqueza deixasse de ser somente a posse de terras e passasse a ser também a moeda, riqueza que podia ser guardada ou trocada por outras mercadorias. Além disso, a atração que os servos tinham pelas cidades e as novas atividades que ofereciam, levava-os a fugir dos domínios feudais, ajudando a enfraquecer o poder dos senhores. Ditado da época " o ar da cidade liberta"
      Por outro lado, a fragmentação do poder político dificultava o comércio, pois não havia uniformidade territorial de leis, moedas, pesos e medidas. Interessados em manter seu ritmo das trocas comerciais, que crescia rapidamente,
os burgueses da sociedade européia decidiram investir na centralização do poder, instaurando e defendendo o poder real. Desse modo, contribuiu para a formação de um exército mercenário a serviço do Estado que garantisse a autoridade do monarca. Pois com o desenvolvimento de uma economia mercantil, a burguesia tornava-se uma classe social cada vez mais importante, passando a rivalizar com a nobreza. Essa centralização acabou servindo também à nobreza, já que garantia a ordem contra as rebeliões rurais e mantinha a maior parte dos privilégios dos senhores.
      Assim, o Estado, cada vez mais forte até se tornar absoluto, tentava promover o desenvolvimento comercial e o da economia em geral, de onde vinham os recursos do Estado. Ao mesmo tempo, procurava manter a sociedade hierarquizada, na qual a nobreza e clero compunham a classe social privilegiada.


Principais características


Os Estados Nacionais surgiram da unificação dos feudos em uma determinada região.
Suas características são:
1– Poder centralizado nas mãos do rei (executivo, legislativo, judiciário).
2 – Submissão da nobreza feudal que se torna nobreza cortesã.
3 – Aliança entre o rei e a Burguesia
4 – Unificação de pesos e medidas
5 – Moeda nacional
6 – Exército Nacional

Os primeiros Estados Nacionais

  • O primeiro Estado Nacional foi Portugal, que fez sua unificação no século XII.
  • Os reis portugueses conseguiram expulsar os mulçumanos e com o apoio da burguesia consolidaram seu poder.
  • A Espanha fez sua unificação através do casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
  • O Estado Nacional Inglês tem como característica a existência da Magna Carta e do Parlamento.
  • Os franceses fizeram a unificação depois da Guerra dos 100 anos.
  • Após concretizado o processo de unificação, surgiu o Absolutismo, forma de monarquia que caracterizou os governos das principais potências européias até o século XIX.
    FONTE: historiamaneco.blogspot
    Aula em Slide


    Uploaded on SlideServe by edna2 | Upload your own presentation

    Gabarito da Atividade
     

    Pesquisa para o 7º Ano A, B e C

    1.Pesquise na Internet ou dicionário a definição de Estado, nação e País.
    2.Pesquise e escreva, em papel pautado, como os Estados abaixo começaram seu processo de centralização. Lembre-se: NÃO QUERO CÓPIA DE INTERNET OU LIVROS!
    1. Portugal
    2. Espanha
    3. Inglaterra
    4. França 
     DATA P/ ENTREGA: 20/04
    Sugestão de site p/ pesquisa: Clique Aqui
    (A centralização do poder nas monarquias européias)
    (((Entregar junto com a Avaliação)))   

    Sobre a avaliação de História - I Unidade

    Conteúdos da nossa prova 


    6º ANO
    • Período Paleolítico (Páginas - 31 á 43)

    • Neolítico, o começo das civilizações (Páginas - 45 á 55) 
    • Data: 18/04/2012
                      7º ANO

    • O surgimento do Estado Moderno (Páginas - 23 á 33) 
    • Data: 20/04/2012
    Capriche nos estudos...
       

      sexta-feira, 13 de abril de 2012

      A pré- História

      Para facilitar a compreensão das sociedades que viveram no passado. os arqueólogos dividiram o período pré-histórico em três fases: Idade da Pedra Lascada (Paleolítico), Idade da Pedra Polida (Neolítico) e Idade dos Metais. Cada fase indica o desenvolvimento tecnológico que muitos grupos haviam alcançado.

      • observe as principais características de cada fase: 
      I - PALEOLÍTICO (idade da pedra lascada - de 2 milhões a 12 mil anos, aproximadamente)
      • Surgimento dos seres humanos;
      • Muitos objetos confeccionados com pedras lascadas;
      • Caça e coleta;
      • Arte rupestre. 

      Uploaded on SlideServe by edna2 | Upload your own presentation

        II - NEOLÍTICO (nova idade da pedra - de 12 mil á 6 mil anos, aproximadamente)

        • Muitos utensílios feitos de pedra polida;
        • Descoberta da agricultura;
        • Domesticação dos animais
        • surgimento de aldeias.

        Uploaded on SlideServe by edna2 | Upload your own presentation
          Vídeo de animação que mostra como se deu a passagem do Paleolítico para o Neolítico e como o domínio da agricultura transformou a vida humana em vários aspectos. (Obs: não tem áudio)
           
           III - IDADE DOS METAIS - (de 6 mil á 4 mil anos, aproximadamente)
          • Utilização da metarlugia (cobre, bronze e ferro)
          • Crescimento populacional;
          • Formação das primeiras cidades

          quinta-feira, 29 de março de 2012

          Dengue


          Aprender sobre a dengue é essencial para combatê-la. Para isso, é fundamental saber algumas informações sobre essa doença que todo ano preocupa os brasileiros. Para combater a dengue é necessário que toda a comunidade participe. É importante que o tema seja abordado em sala de aula, para que os alunos divulguem as informações em casa e no bairro. 

          O QUE É DENGUE? Dengue é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que possui quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). É transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.
          O quadro clínico é amplo, apresentando desde uma síndrome febril inespecífica até quadros graves, como hemorragia, e às vezes, óbito.
          É uma doença de notificação compulsória, mas sua forma grave é de notificação IMEDIATA.
          A forma clínica clássica caracteriza-se pelos seguintes sintomas: 
          febre alta com duração de 2 a 7 dias; 
          dor de cabeça;
          dor no corpo e nas juntas;
          dor atrás dos olhos;
            
            
          Quem sabe combater a dengue?
           Neste jogo da memória, você confere pequenas ações que ajudam a evitar que esta doença se espalhe. CLIQUE AQUI



          Desenho Animado onde um Agente de saúde busca ajuda das crianças para combater o mosquito da Dengue.

          terça-feira, 13 de março de 2012

          Reino Franco e o Império Carolíngio

          Videoaula - Parte 1
          Videoaula - Parte 2
          REINO FRANCO


          Os Francos eram um dos povos germanos que penetraram no Império Romano do Ocidente. Estabeleceram no território da Gália por volta do século V. Os Francos eram divididos em várias tribos e foram unificados por Clóvis, dando início à dinastigia Merovíngia (em homenagem ao seu avô Meroveu). 

          Prefeito do Palácio:
          Nessa dinastia havia a presença do Prefeito do Palácio (ou Mordomo do Palácio), pessoa responsável por colocar em prática as ordens do rei na ausência desse, ele administrar o palácio quando o rei não estava.
          Um desses prefeitos-Pepino, o Breve- depôs o último rei Franco, após aliança com a Igreja Católica, e deu início a uma nova dinastia: a Carolíngia.
          IMPÉRIO CAROLÍNGIO
          Carlos Magno, sucessor de Pepino, o Breve, deu continuidade à aliança com Igreja Católica e também à política de conquistas de territórios. Em cada reino conquistado era construída uma escola ao lado do palácio, ficando assim conhecida como Escola Palatina ou Palaciana, também caracterizava o Renascimento Carolíngio.

          Os territórios, no Império Carolíngio, expandiram-se bastante.

          Como o império era muito extenso para se administrar, ocorreram vários problemas e invasões que se intensificaram até o reindo de Luís, o Piedoso. Após sua morte o reino foi dividido entre seus três filhos. Por fim, o Império Carolíngio deixou de existir, dando início a outra dinastia.

          sexta-feira, 9 de março de 2012

          Tempo Histórico


           

          O sistema de contagem do tempo


          O sistema de contagem do tempo que nós seguimos é a era cristã. Este sistema situa todos os acontecimentos em relação ao nascimento de Cristo, tanto antes como depois. Por exemplo, seguindo este sistema, os Romanos tomaram a Grécia em 146 a.C.(antes de Cristo) e o fim do Império Romano do Ocidente em 476 d.C.(depois de Cristo).
          Para além da era cristã, existem e existiram outras formas de contagem do tempo.
          Na Grécia Antiga, o ponto de referência era a realização dos primeiros Jogos Olímpicos que datam, na era cristã, ao ano de 776 a.C.
          Os Romanos contavam o tempo a partir da data da fundação de Roma(753 a.C. da era cristã), mas mais tarde adoptaram o calendário juliano ou também Era de César.

          -Foi a partir dos Romanos que as unidades de tempo ficaram estabelecidas em:

          • milénio;
          • século;
          • década;
          • ano;
          • dia.
          Além destes alguns povos adaptaram outros sistemas de contagem.
          -Os Judeus adoptaram o calendário judaico que tem como referência a criação do Mundo, segundo os Judeus, esta corresponde ao ano de 3761 a.C.
          -Já o mundo islâmico adapta a era muçulmana, cujo ponto de referência é a fuga do profeta Maomé para Medina que corresponde ao ano 622 da era cristã.
          Tempo histórico
          Assim como podemos contar o tempo através do tempo cronológico, usando relógios ou calendários, temos ainda outros tipos de tempo: o tempo geológico, que se refere às mudanças ocorridas na crosta terrestre, e o tempo histórico que está relacionado às mudanças nas sociedades humanas.
          O tempo histórico tem como agentes os grupos humanos, os quais provocam as mudanças sociais, ao mesmo tempo em que são modificados por elas.

          O tempo histórico revela e esclarece o processo pelo qual passou ou passa a realidade em estudo. Nos anos 60, por exemplo, em quase todo o Ocidente, a juventude viveu um período agitado, com mudanças, movimentos políticos e contestação aos governos. O rock, os hippies, os jovens revolucionários e , no Brasil, o Tropicalismo (Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, entre outros) e a Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, entre tantos outros), foram experiências sociais e musicais que deram à década de 60 uma história peculiar e diferente dos anos 50 e dos anos 70.


          Isto é o tempo histórico: traçamos um limite de tempo para estudar os seus acontecimentos característicos, levando em conta que, naquele momento escolhido, muitos seres humanos viveram, sonharam, trabalharam e agiram sobre a natureza e sobre as outras pessoas, de um jeito específico.

          A história não é prisioneira do tempo cronológico. Às vezes, o historiador é obrigado a ir e voltar no tempo. Ele volta para compreender as origens de uma determinada situação estudada e segue adiante ao explicar os seus resultados.

          A contagem do tempo histórico


          O modo de medir e dividir o tempo varia de acordo com a crença, a cultura e os costumes de cada povo. Os cristãos, por exemplo,  datam a história da humanidade a partir do nascimento de Jesus Cristo. Esse tipo de calendário é utilizado por quase todos os povos do mundo, incluindo o Brasil.


          O ponto de partida de cada povo ao escrever ou contar a sua história é o acontecimento que é considerado o mais importante.

          O ano  de 2012, em nosso calendário, por exemplo, representa a soma dos anos que se passaram desde o nascimento de Jesus e não todo o tempo que transcorreu desde que o ser humano apareceu na Terra, há cerca de quatro milhões de anos.

          Como podemos perceber, o nascimento de Jesus Cristo é o principal marco em nossa forma de registrar o tempo. Todos os anos e séculos antes do nascimento de Jesus são escritos com as letras a.C. e, dessa maneira, então 127 a.C., por exemplo, é igual a 127 anos antes do nascimento de Cristo.

          • Os anos e séculos que vieram após o nascimento de Jesus Cristo não são escritos com as letras d.C., bastando apenas escrever, por exemplo, no ano 127.
          O uso do calendário facilita a vida das pessoas. Muitas vezes, contar um determinado acontecimento exige o uso de medidas de tempo tais como século, ano, mês, dia e até mesmo a hora em que o fato ocorreu. Algumas medidas de tempo muito utilizadas são:

          • milênio: período de 1.000 anos;
          • século: período de 100 anos;
          • década: período de 10 anos;
          • quinquênio: período de 5 anos;
          • triênio: período de 3 anos;
          • biênio: período de 2 anos (por isso, falamos em bienal).


          Entendendo as convenções para contagem de tempo


          Para identificar um século a partir de uma data qualquer, podemos utilizar operações matemáticas simples. Observe.
            
          Se o ano terminar em dois zeros, o século corresponderá ao (s) primeiro (s)algarismo (s) à esquerda desses zeros. Veja os exemplos:
          • ano 800: século VIII
          • ano 1700: século XVII
          • ano 2000: século XX
            Se o ano não terminar em dois zeros, desconsidere a unidade e a dezena, se houver, e adicione 1 ao restante do número, Veja:

                                               ano 5:               0+1= 1                       século I
                                               ano 80:             0+1= 1                       século I
                                               ano 324           3+1=4                         século IV
                                               ano 1830         18+1=19                     século XIX
                                               ano 1998         19+1=20                     século XX
                                               ano 2001         20+1=21                     século XXI
                                               

            CURIOSIDADES

            Quer saber como foi criado o relógio de sol? Clique Aqui

             Fonte: SoHistoria

            Fontes Históricas

            Sempre nos perguntamos como um historiador pode saber de coisas que aconteceram em um passado muito, muito distante. Para saber do passado, o historiador conta com a ajuda das fontes históricas. Fontes históricas são os documentos que permitem ao historiador recontar e interpretar os fatos passados e reconstruir a história.

            As fontes históricas podem ser vestígios arqueológicos, como ossos dos animais e dos homens que viveram no período da pré-história.

            A análise do passado deve ser estudada por meio dos vestígios das atividades humanas, que é conhecido como fontes históricas. Existem vários tipos de fontes históricas, como as fontes materiais, as orais, iconográficas(visuais) e as escritas.
             
            • As fontes materiais são os vestígios materiais da atividade humana e que incluem as fontes arqueológicas em geral, os instrumentos de trabalho, os monumentos, as moedas, entre muitas outras. Algumas ciências auxiliares da história são dedicadas a este tipo de fontes, como a Arqueologia, que é uma ciência que estuda o passado humano a partir dos vestígios e restos materiais deixados pelos povos que habitaram a Terra. 
             (Fóssel de dinossauro)
            • As fontes orais incluem toda a informação e tradição que se mantém conservada na memória das pessoas e passada oralmente de uns para outros. 
             (Fonte oral: um depoimento escrito ou gravado, uma música grava em CD...)
            • As fontes iconográficas (visuais) são as que representam imagens (uma gravura, uma fotografia, um filme). 
            (Pintura de Leonardo da Vinci)
            • As fontes escritas normalmente são mais utilizadas e se diferenciam pelo suporte e técnica utilizados na escrita. No estudo das épocas Moderna e Contemporânea, as fontes escritas utilizadas são normalmente classificadas em manuscritas e impressas.
            Fonte escrita:  uma carta, uma certidão de nascimento, um livro, etc.

            É por meio das relações entre as várias fontes históricas que o conhecimento humano sobre o passado vai sendo interpretado e reconstruído. Assim, devemos lembrar que uma mesma fonte histórica pode ter diversas interpretações. Tudo depende da forma como cada historiador trabalha sua fonte.
            Infelizmente muitas fontes históricas se perderam com o passar do tempo, mas com a ajuda de arquivos públicos e particulares, bibliotecas, museus e colecionadores, outras fontes históricas têm sido preservadas e guardadas.
             

            Quem estuda história, sabe a importância que as fontes têm para conhecer o passado. Neste jogo você aprenderá de forma divertida. CLIQUE AQUI.
             

            quarta-feira, 7 de março de 2012

            Idade Média

             Videoaula - Parte 1 

            Videoaula - Parte 2

              Introdução 

            O feudo - A palavra feudo é de origem germânica e seu significado está associado ao direito que alguém  possui sobre um bem, geralmente sobre a terra.

            O feudo era a unidade de produção do mundo medieval e onde acontecia a maior parte das relações sociais. O senhor do feudo possuía, além da terra, riquezas em espécie e tinha direito de cobrar impostos e taxas em seu território.

            O feudo era cedido por um poderoso senhor a um nobre em troca de obrigações e serviços. Quem concedia a terra era o suserano e quem a recebia era o vassalo. O vassalo, por sua vez, podia ceder parte das terras recebidas a outro nobre, passando a ser, ao mesmo tempo, vassalo do primeiro senhor e suserano do segundo.

            O vassalo, ao receber a terra, jurava fidelidade a seu senhor. Esse juramento era uma espécie de ritual que envolvia honra e poder: o vassalo se ajoelhava diante do suserano, colocava sua mão na dele e prometia ser-lhe leal e servi-lo na guerra.

            Slide - Alta Idade Média



            Uploaded on SlideServe by edna2 | Upload your own presentation
            Aula em Mp3



            Resumo: Feudalismo

            Antecedentes

            • Feudalismo foi um tipo de organização política, social e econômica que caracterizou a Europa em boa parte da Idade Média.
            • As invasões bárbaras e a queda de Roma fez com que muitos romanos abandonassem as cidades e fossem morar em propriedades rurais. Estas propriedades, denominadas Vilas, deram origem aos feudos.
            • Muitos camponeses buscavam proteção e trabalho nestes locais. Os senhores da terra, em troca, pediam parte da produção agrícola. Esta relação de trabalho ficou conhecida como Colonato.
            • Com o tempo, o poder foi ficando concentrado nas mãos dos senhores de terra, que administravam suas vilas da forma que achavam melhor. A agricultura era praticamente a única atividade econômica.
            • Podemos dizer que o feudalismo foi um sistema criado a partir da fusão dos costumes dos povos romanos e germânicos.
            O feudo

            • O feudo era a unidade de produção do feudalismo e estava sob o domínio de um senhor feudal.
            • Alguns historiadores consideram que o tamanho de um feudo variava entre 120 e 150 hectares. 
             As terras do feudo tinham as seguintes definições:
             Mas, pode-se dizer que estavam divididas em três partes:


            •  Geralmente, o feudo era dividido em manso senhorial (1) , manso servil (2) e manso comunal (3). Também contava com uma igreja ou capela para orações. 
              • O manso senhorial era de uso exclusivo do senhor feudal; o manso servil, era a parte arrendada aos servos; e o manso comunal, terras comuns a todos, como bosques e pastos.

              Suserania e vassalagem
              • O sistema feudal funcionava através da concessão de terras entre nobres, que entre os bárbaros germânicos era chamado de comitatus.
              • Um senhor de terra, chamado suserano, concedia a terra a outro, chamado vassalo. Ao receber a terra, o vassalo jurava fidelidade ao suserano.
              • Suseranos e vassalos estavam ligados por obrigações, pois os vassalos deviam serviço militar ao suserano. Este, por sua vez, oferecia proteção militar ao vassalo.
              • Neste sistema, um grande proprietário de terras podia ter vários vassalos. Abaixo dos vassalos estavam os camponeses, que recebiam terra e proteção. Ofereciam, em troca, seu trabalho.
              • A cerimônia de entrega das terras do suserano para o vassalo era chamada de homenagem.
              Sociedade feudal
              • A sociedade feudal era composta de três grupos principais: o clero (orar), a nobreza (proteção) e os camponeses (trabalhar). Havia um discurso, considerado ideológico, que dizia que cada grupo tinha um papel específico na sociedade.
              • Assim, cabia ao clero rezar e assegurar a salvação; cabia à nobreza lutar para defender a população; e cabia ao camponês trabalhar para o sustento de todos.
              • A posição social não dependia totalmente do nascimento. A Igreja possibilitava alguma forma de ascensão e mobilidade, ainda que pequena.
              • A Igreja Católica detinha 2/3 das terras medievais, sendo considerada a grande proprietária de terras. Exerceu grande poder política e social.
              • A nobreza era composta pelos senhores feudais. A hierarquia tinha o rei no topo. Em seguida, vinham os senhores com títulos, como duques, condes, viscondes, entre outros. Depois vinham os barões e, por fim, os cavaleiros.
                A servidão
                • Os camponeses eram chamados de servos e estavam ligados à terra. Para viver no feudo, ofereciam sua força de trabalho aos senhores.
                • Um grupo de camponeses, chamados vilões, não estavam presos à terra. Descendentes dos pequenos proprietários de terras romanos – os clientes –, os vilões entregavam suas terras em troca de proteção.
                • O servo tinha uma série de obrigações com os senhores e a Igreja. Entre as principais, podemos destacar a Corvéia, que consistia em trabalhar alguns dias por semana na terra do senhor feudal.
                • A Talha consistia em entregar parte da produção para o senhor feudal. A Banalidade consistia em pagar uma taxa para usar equipamentos do feudo.
                • A Mão Morta, por sua vez, consistia em pagar uma taxa em caso de falecimento do pai de família.
                   Resumo - Igreja Medieval

                  Antecedentes
                  • A Igreja Católica se originou no seio do Império Romano do Ocidente, a partir do momento que o cristianismo deixou de ser uma ameaça ao poder de Roma para tornar-se aliado.n
                  • Em 313, Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos. Mais tarde, em 391, o imperador Teodósio proclamou o cristianismo religião oficial do império.
                  • Após a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, a Igreja deu unidade à Europa, convertendo vários germânicos ao cristianismo.
                  • Na Europa Central, vários territórios foram unificados sob seu poder, originando o que se denomina de Sacro Império Romano-Germânico.
                    O poder da Igreja
                    • A Igreja foi a instituição mais poderosa da sociedade medieval do ocidente. Seu poder rivalizava com os grande reinos da Idade Média. A arquitetura religiosa, como no caso das grandes catedrais, era símbolo deste poder.
                    • Na Idade Média, a riqueza era medida pela terra, e a Igreja chegou a ser proprietária de dois terços das terras na Europa. A maior parte dos bispos eram proprietários de terra, sendo sua função considerada, para alguns, um grande negócio.
                    • Neste sentido, o apego de alguns setores da Igreja aos bens materiais foi alvo de muitas críticas. Este apego podia ser identificado na venda de cargos eclesiástico e relíquias religiosas.
                    •  Além disso, havia ainda a venda de indulgências, ou seja, venda de perdões. Muitos fiéis davam bens para a Igreja, na promessa de que obteriam perdão para os seus pecados. Em alguns casos, pecados maiores exigiam pagamentos mais vultosos.
                      Organização da Igreja
                      • A direção da Igreja Católica estava nas mãos dos papas e bispos. Cada bispo administrava um território denominado diocese, auxiliado pelos cônegos.
                      • Por sua vez, as dioceses eram formadas por várias paróquias, administradas por um padre.
                      • A Igreja estava organizada como um verdadeiro estado, mais poderoso do que os reinos medievais.
                      • Alguns mosteiros e abadias medievais eram enormes feudos, com numerosos servos.
                        Ordens Monásticas
                        • As Ordens Monásticas foram fundadas por homens que dedicavam a vida à oração, ao estudo e ao trabalho manual. Algumas destas ordens foram a Beneditina, a Franciscana, a Dominicana, entre outras.
                        • No decorrer da Idade Média, várias ordens religiosas foram fundadas com o objetivo de combater a corrupção e o acúmulo de riquezas em partes da Igreja.
                        • O papel dos monges foi muito importante. Do ponto de vista religioso, pois eles contribuíram para a conversão dos povos germânicos ao cristianismo.
                        • Do ponto de vista econômico, contribuíram para melhorar os métodos de produção agrícola e, do ponto de vista cultural, foram responsáveis pela conservação do conhecimento, pois muitas abadias possuíam bibliotecas.
                        • As abadias se assemelhavam a pequenas cidades, e possuíam igrejas, grandes bibliotecas, quartos (celas), oficinas para produção e conserto, carroças, estrebarias, etc. Uma da maiores foi a Abadia de Cluny, na França.
                          O Canto Gregoriano
                          • o Canto Gregoriano, ou Cantochão, é o nome que se dá à música monofônica, de apenas uma melodia, sem acompanhamento.
                          • o Seu nome deriva do papa Gregório I, que comandou a Igreja entre 590 e 604.n Gregório I empreendeu uma reforma na Igreja e passou a implementar este tipo de canto nas celebrações religiosas.
                            As Cruzadas
                            • As Cruzadas foram movimentos militares que partiram da Europa com objetivo de livrar a Terra Santa e Jerusalém das mãos dos muçulmanos.
                            • Foram convocadas pelo papa Urbano II, em 1095. Entre a primeira e a última, passaram cerca de duzentos anos. O termo “Cruzadas” deriva da cruz pintada nas armaduras dos voluntários.
                            • Foram realizadas, ao todo, oito Cruzadas. Destas, considera-se que apenas a primeira teve algum êxito. No geral, as expedições eram mal organizadas e, ao final, não cumpriram seu objetivo.
                            • Vale ressaltar que não foram apenas causas religiosas que estimularam estas expedições. Alguns aderiram para fugir da pobreza que viviam, outros iam em busca de aventuras, trabalho ou fortuna que não tinham em suas terras.
                            • Apesar de não terem conseguido reconquistar a Terra Santa, as Cruzadas provocaram grandes mudanças, como a reabertura do mar Mediterrâneo à navegação e ao comércio europeu, além de intensificarem a crise do feudalismo, contribuindo para o ressurgimento do comércio na Europa Ocidental.
                              Tribunal da Inquisição
                              • o Durante a Idade Média, alguns segmentos da Igreja reforçavam a unidade religiosa de forma dominadora e repressora.
                              • o Depois das Cruzadas, à medida que sentia enfraquecida, a Igreja buscou formas mais violentas de reagir.
                              • o Neste contexto, surgiu a Inquisição, no século XIII, que consistia em um tribunal religioso que julgava e condenava pessoas consideradas hereges.
                              • o Herege era a denominação dada àqueles que manifestavam crenças ou dogmas estranhas ao catolicismo, mesmo sendo cristãos. Os praticantes de heresias eram, muitas vezes, queimados em fogueiras.
                              • o O órgão da Igreja encarregado de levar adiante as atividades da Inquisição se chamava Tribunal do Santo Ofício.
                                Idade das Trevas
                                • Idade das Trevas foi um termo cunhado por Petrarca, no séc. XIV, para se referir à decadência da literatura latina.
                                • Posteriormente, foi utilizada por protestantes, no séc. XVI, e pelos iluministas, no séc. XVIII.
                                • O termo é depreciativo, e faz referência a um baixo grau de desenvolvimento cultural - em especial, na Alta Idade Média - devido ao controle social imposto pela Igreja.
                                • Porém, atualmente, os historiadores contestam o termo, pois o período foi marcado pelo nascimento das universidades, o desenvolvimento de técnicas agrícolas, renascimento carolíngeo, surgimento da álgebra, entre outros. 
                                Fonte: historiadigital